Usina surge como marco na realidade econômica

07 de outubro de 2015 - Fascículo 02

Usina surge como marco na realidade econômica

Sonho concretizado

  A construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) é a concretização de um sonho antigo do povo cearense, que há muito aguardava um empreendimento desse porte para acelerar o desenvolvimento do Estado. A CSP atende a esse anseio do Ceará – que passa a sediar a primeira usina integrada do Nordeste brasileiro - e também terá uma influência direta no setor siderúrgico do País, incrementando a produção e a exportação.

  Somente em sua primeira fase, a Companhia Siderúrgica do Pecém deve alcançar uma produção nominal de três milhões de toneladas de placas de aço/ ano para exportação. A siderúrgica utilizará como matéria-prima o minério de ferro e, como subproduto, gerará ainda 200 megawatts (MW) de energia elétrica.

  Toda a produção anual da CSP será adquirida pelos sócios do empreendimento, em contrato validado por 15 anos. Dessa forma, a brasileira Vale, que detém 50% da CSP, comprará 600 mil toneladas de placas de aço por ano. Já a sul-coreana Posco, que detém 20%, deve adquirir 800 mil toneladas de placas de aço. A maior parte da produção da CSP será destinada para a também sul-coreana Dongkuk, que possui 30% do empreendimento e deve comprar 1,6 milhão de toneladas.

  "Em princípio, toda a nossa produção será exportada. Até mesmo a Vale venderá os produtos provavelmente para o mercado americano. A Dongkuk e a Posco exportarão para a Coreia", diz o CEO da Companhia, Sérgio Leite.

  Com relação à produção de energia elétrica, a CSP informa que serão disponibilizados ao mercado nacional 36 MW e os demais serão utilizados para consumo próprio da siderurgia. A usina será abastecida com carvão mineral e, segundo Sérgio Leite, "a CSP vai buscar misturas de carvão em um universo de 70 tipos de carvão que já identificados servirão para nossas misturas. O produto vem, principalmente, da Austrália, África, Estados Unidos, Canadá e Colômbia. A partir do fim do ano, esse carvão começará a chegar". Vale ressaltar ainda que a Companhia reaproveitará 97% do total de resíduos sólidos gerados, índice acima da média da siderurgia nacional.

Infraestrutura

  Com a compra das placas de aço garantida, a CSP irá dispor da infraestrutura do Complexo Industrial e Portuário Pecém (Cipp), que possui adequadas instalações de carga e descarga de materiais e produtos, para escoar sua produção. Sem dúvida, a operação do empreendimento afetará de forma decisiva a produção nacional de aço e também nas exportações, que hoje vivem um momento bastante positivo, tendo em vista a escalada do dólar, que já rompeu a barreira dos R$ 4 neste ano.


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