Estado terá papel de destaque na siderurgia

07 de outubro de 2015 - Fascículo 02

Estado terá papel de destaque na siderurgia

Na oferta de aço

  Um cenário animador se descortina para o futuro do Ceará nos próximos anos, com a entrada do Estado no rol dos que produzem placas de aço em grande escala com foco na exportação. Isso também dará um novo impulso à produção de aço brasileira que, entre janeiro e julho deste ano, alcançou a marca de 19,9 milhões de toneladas, um crescimento de 1,2% em relação a igual período de 2014. O resultado mantém o Brasil na liderança isolada do ranking de produtores de aço da América Latina. Na segunda posição, está o México, com 10,8 milhões de toneladas. Os dados são do Instituto Aço Brasil.

  Assim como a produção, as vendas brasileiras de aço também seguem crescendo. As exportações, por exemplo, somaram 8,4 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto de 2015, um salto de 51,7% ante igual período de 2014, quando esse volume foi de 5,6 milhões de toneladas. A principal responsável por essa expansão foi a venda de aço plano, que registrou um incremento de 121,9%. Em seguida, parecem os semiacabados, com crescimento de 44,6%. Nessa categoria, foram exportadas 5,3 milhões de toneladas de janeiro a agosto deste ano. Os aços longos, por sua vez, tiveram alta de 8,3% nas exportações, enquanto os transformados cresceram 1,7%. Considerando os valores, as exportações brasileiras giraram cerca de US$ 4,4 bilhões no período, 7,9% a mais que em igual intervalo de tempo do ano passado.
  Todos esses números devem sofrer um incremento considerável a partir do primeiro semestre de 2016, com o início da operação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que está sendo erguida no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), dentro da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará). A CSP é uma joint venture resultado da parceria entre a brasileira Vale (50%) e as sul-coreanas Dongkuk (30%) e Posco (20%). O empreendimento foi o primeiro da ZPE Ceará e ocupa uma área total de 998 hectares, sendo instalado em uma área construída de 571 hectares.
  O porte da Companhia Siderúrgica do Pecém e as transformações  ocasionadas já na sua fase de implantação deixam claro que ela terá um papel de extrema importância não apenas para a ampliação da siderurgia no Brasil, agregando mais valor ao minério, mas também para o desenvolvimento socioeconômico do Ceará, onde deve impactar fortemente o Produto Interno Bruto (PIB).


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